segunda-feira, 9 de março de 2009

Até que ponto o aborto é pior que o estupro?

É minha gente! Os ânimos estão cada vez mais acirrados e o povo tá ficando louco com essa conversa de aborto, estupro, excomunhão, bispo, médicos, menina... Novas frases se levantam: ...
Bem, eu até ia transcrever algumas delas aqui, mas acho que é desnecessário, porque você mesmo(a) já deve ter ouvido, e quem sabe, falado frases sobre o caso da menina de 9 anos, grávida de gêmeos, que abortou. O pior de tudo é que basta o arcebispo aparecer na telinha ou vermos a foto dele nos tablóides ou ainda nos sites, para que a polêmica volte a se inflamar. E agora, como se não bastasse, o assunto é: Quem pesa mais: o aborto ou o estupro? Como se estivéssemos colocando-os numa balança.
Não me levem a mal, mas vou deixar Dom José Cardoso quieto e em paz, pouco vou falar dele, já que sofre na pele as consequências de não se calar diante das trangressões que as Leis de Deus sofrem, mas vou tentar, explicar (apesar de não querer convencer ninguém) o que se quis dizer com a frase: "O aborto é pior do que o estupro."
Antes, porém, vamos nos situar no tempo e no espaço: No caso desta menina que sofreu abuso do mal caráter do padrasto, foi até mesmo ameaçada de que se contasse algo para sua mãe, ele mataria ambas. Ele estuprou. É crime! É pecado gravíssimo! E a Igreja não se colocou em momento algum em defesa dele ou de sua prática.
Porém a excomunhão é aplicada aos casos de práticas que incentivem ideologicamente outras pessoas a incorrerem no mesmo erro. Além do Aborto, a difusão de idéias heréticas e cismáticas são passíveis de excomunhão. Justamente por ser ideológico e incentivar outros a incorrerem no mesmo erro (indo contra o que diz a Igreja).
Meu irmão Carlos Magno que está terminando seu curso de teologia disse-me que: "Subjaz à prática do aborto - como de resto a todas as práticas passíveis de excomunhão pela Igreja - o seu caráter ideológico. Por trás da prática do aborto há pessoas que, a nível intelectual a defendem, valendo-se de sofismas, como por exemplo, o tão divulgado de que: 'a mulher pode dispor do próprio corpo' (esquecem de que todos podem dispor do próprio corpo, à medida que não agridam os corpos de outros).
A Igreja aplica a excomunhão aos delitos que, além de serem maus em sí próprios, são resultantes de uma forma de pensar que pode induzir ou mesmo tenta induzir outras pessoas a fazer o mesmo.
A Igreja como toda sociedade sabe da gravidade do estupro. Não existe uma ideologia voltada à prática do estupro. Ele é praticado em decorrência de desvios individuais. Desta forma, não é aplicada a excomunhão, não deixando, todavia, de ser também um grave pecado".
Trocando em miúdos, o ato do estuprador, não incentiva ninguém a praticar o mesmo crime, pois moralmente ainda não deixou de ser condenável (embora eu ache que do jeito que vamos, logo passará a deixar de ser crime). Por isso mesmo o fez escondido.
Os médicos e a mãe da menina - que não tenho dúvidas de que pensaram no melhor para a ela, até porque se basearam nas leis do país para realizar o aborto - erraram porque descartaram dois inocentes que não pediram pra estar alí. Tomando uma decisão que convence a todos que matar, exterminar os seres humanos que ali estavam sendo formados era a única solução.
Estupro é Crime! Aborto também! Há perdão para ambos, pois nenhum pecado fica sem perdão quando há arrependimento sincero, a não ser o de não acreditar na ação de Deus e de Seu Santo Espírito. A única diferença que torna o aborto pior que o estupro é que ele é muito mais perigoso, porque não se dá ao feto o valor e a dignidade que ele tem, considerando-o como um ser humano de segunda categoria.
Mas uma coisa deve ficar bem clara: Do mesmo jeito que a sociedade tem hoje seus conceitos, leis e ideologias e insiste em não aceitar a opinião da religião, isso não quer dizer que a religião deva baixar a cabeça para esta mesma sociedade.
Ivanildo Silva
nildocom@gmail.com
Fonte:http://ivanildosilva.blogspot.com/

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