quarta-feira, 4 de março de 2009

Objetivos da Campanha da Fraternidade 2009


Hoje, Quarta-feira de Cinzas, após a Celebração de Lançamento da CF 2009, em coletiva à imprensa, os bispos explicaram a temática da CF 2009 e seus objetivos. Estiveram também presentes o coordenador nacional da Pastoral Carcerária, Padre Gunhter Zgubic, o secretário executivo da CF, Padre José Vanzella, o secretário executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB, Dr. Carlos Moura, o reitor do Santuário de Aparecida, Padre Darci Nicioli, e a coordenadora nacional da Conferência Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, do Ministério da Justiça.
Dom Damasceno iniciou a reunião lendo a mensagem do Papa Bento XVI por ocasião da CF. Na mensagem, o Santo Padre disse que “a Quaresma nos convida a lutar sem esmorecimento para fazer o bem” e ainda “que Nosso Senhor abomina as injustiças e condena quem as comete”.
O tema “Fraternidade e Segurança Pública” foi apresentado por Dom Dimas Lara e apontado pelo bispo como uma continuidade da Campanha de 2008, já que a violência também é um atentado contra a vida. “A responsabilidade pela segurança é de todos e não só do governo. A segurança há de ser construída de maneira positiva e com a participação de todos”, declarou o secretário geral ao explicar os objetivos da CF 2009 em suscitar o debate sobre a segurança pública e contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, famílias, comunidade e sociedade.
“Quaresma é tempo de conversão e uma coisa que me preocupa muito e, talvez diante do clima de impunidade em que vivemos e o pronuciamento de slogans do tipo ‘no Brasil tudo termina em pizza”, é que se desenvolva uma apatia no nosso povo, uma indiferença da coisa pública. A CF e Quaresma são um tempo forte para nos lembrar que a construção da civilização do amor é tarefa de todos nós”, afirmou Dom Dimas.
O tema da segurança também vai ao encontro com os objetivos do Governo Federal, especialmente com a formação do Conselho Nacional de Segurança Pública, conforme explicou Regina Miki: “A segurança é um direito fundamental e elencada nos artigos quinto e sexto da Constituição, e pouco se fala disso. Então, a Igreja Católica, com a capilaridade das dioceses, ajudará a política de segurança”.

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